Dias 8, 9 e 10 Chapada dos Guimarães


Dia 8 - Bonito - Chapada dos Guimarães
Sexta feira acordei cedo, 5hs e comecei a desmontar acampamento no hostel/camping em Bonito. O calor já era infernal.
Lá pelas 6:30 fui tomar o café da manhã, mesmo que o mesmo só seja liberado a partir de 7:00. Já tinha colocado toda a bagagem na moto e só deixei de fora as roupas de cordura e botas da viagem. Terminei OOOOO café da manhã(comi por quatro eu acho), depois tomei uma ducha na piscina, dei um mergulho, esperei secar ao sol por alguns minutos, me vesti e zarpei.
Sai de Bonito já era por volta de 7:30 com a intenção de tocar direto até Chapada, no entanto, devido aos mais de 800km, não consegui chegar, mas isso porque tenho viajado bem devagar, não mais que 120km/h e paro para fotos e para beber água toda hora. Se tocasse direto sem muitas paradas e andando mais depressa, chegaria na boa. Essa estrada é extremamente cheia de caminhões e quando caiu a noite, ficou punk demais e eu já estava cansado, sem comer nada o dia todo, só barras de cereal, e ainda por cima enxergo meio embaralhado a noite. Então, quando cheguei a Rondonópolis, me atirei no primeiro hotel que enxerguei.
Lá em Rondonópolis foi que consegui uma internet razoável para baixar mais fotos, mas vídeos continua inviável. Mesmo com internet boa demora e quando estava esperando um destes baixar, dormi com o note book no colo e derrubei o bendito no chão. Resultado: Gravador de CD/DVD foi pro saco. Parou de funcionar.
Como eu estava acabadinho, afinal tinha pulado da cama 5:30 e pilotado a moto o dia todo com um calor escaldante. Nem desliguei o computador, só fechei a tampa dele no chão mesmo e dormi ferrado. Pretendia acordar cedo denovo e seguir viagem, mas só sai da cama as 8:30 e daí fui tomar café, de novo comi por 4 e resolvi ficar mais um pouco no hotel para baixar as fotos que faltavam, se não ia acumular muita coisa. Feitas as atualizações de fotos e relatos, sai as (perai, vou ver no recibo do cartão a hora) 11:30 e cheguei em Chapada dos Guimarães perto das 14:00. 

Dia 9 – Chapada Dos Guimarães
De Rondonópolis sai em direção a Cuiabá pela mesma estrada lotaaaaada de caminhões e no município de Jaciara entrei a direita e fui pelas estradas de dentro, via campo verde até Chapada, ai com naaaada de caminhões, só passeio.
14:00 cheguei em Chapada, de cara fui no mirante, que tem já na estrada na entrada da cidade, para ver a vista. É realmente desbundante, mas o melhor ainda estaria por vir, afinal já cheguei com o tempo se preparando para chuva e já havia uma certa névoa no vale abaixo.
Fui procurar o camping que eu tinha visto na internet e logo achei. Não chegava nem aos pés do camping do hostel lá de Bonito, mas tudo bem, meu negócio é economia. Negociei com o dono 15 reais por dia e entrei. O lugar é bem rústico. É tipo um quntalzão na casa do cara, mas tem um chuveiro usável e boa sombra para a barraca. Entrei com a moto, dei uma volta para escolher o melhor lugar para montar minha suíte, desci da moto e quando tirei o capacete percebi que o cheiro de queimada, mato queimado que eu vinha sentindo já desda a entrada do bairro, vinha ali de dentro do pátio do camping. Daí me dei conta que o infeliz estava com uma vassoura na mão e varrendo as folhas secas do pátio e as queimava ali bem do lado onde se montam as barracas. Cara! Me deu vontade de chamar o infeliz de tudo que é adjetivo, sinônimo de imbecil que eu pudesse imaginar na hora, mas respirei fundo, aliás, não tão fundo, senão sufocava e disse meu amigo, com essa fumaça toda não vai dar para ficar. Recoloquei o capacete e me mandei.
Daí, sai rodando e resolvi parar em uma pousada na praça central e, só para ter idéia dos preços, perguntar quanto era. Quando eu entrei e comecei  a perguntar para uma tiazinha que estava ali pela porta, me levanta de um sofazinho no canto, uma LOOIRA, mas uma LOIRA TÃO LINDA que eu já quase nem perguntei o preço e fui assinando a ficha de hospedagem, calma, isso foi quase. Por via das dúvidas resolvi perguntar mesmo assim. Bom, sabe comé né: pousadinha toda ajeitadinha béééémm na praça central, onde acontece todo o furdunço da cidade de noite...foi aquele choque, mas e agora, como sair fora sem passar vergonha com a gostosa????????
Não tive muita inspiração na hora, simplesmente disse: “legal, mas vou dar mais uma pesquisada por ai, afinal aqui é a primeira que vejo, conforme for volto mais tarde.
É óbvio que, com a cara de espanto que fiz na hora que ela disse o valor, ficou evidente que eu era um pelado e não tinha dinheiro para pagar aquilo. Sem falar na brancura que devo ter ficado. Bom, descartada a loira, digo, a pousada charmosa da pracinha, fui a procura de outra opção e comecei a perguntar aqui e ali. Me indicaram dois lugares, um meio espelunca, que não aceitava cartão, e outra pousada mais antiga, mas com boa internet, garagem, boa cama e ventilador no quarto. Me atirei nessa.
Já instalado, de banho tomado, liguei para o Mano, um parceiro motociclista do Brazil Rider’s e logo ele veio à posada para conversarmos. Papo vai papo vem, eu a fim de fazer minhas visitas turísticas no próximo dia e ele me convidou para ir a um passeio a uma cidade próxima, 180Km, chamada Nobres, onde havia uma confraternização dos motociclistas amigos dele, da região de Chapada, Cuiabá, Rondonópolis e alguns mais, inclusive um baiano de Porto Seguro que está a um ano e meio rodando por ai sem destino certo. O lugar desse encontro foi na beira do rio Cuiabá, em uma espécie de porto que serve de base de apoio aos pescadores, com rampa para entrar e sair os barquinhos.  Ficamos algumas horas por ali, comemos churrasco, galinhada com arroz, e muito banho de rio, afinal estava um calor duuuucãããoooo. Conheci ali mais alguns integrantes do Brazil Rider’s de Cuiabá e outro de Chapada.
De volta à Chapada, já me instalei direto na casa do Mano, gente finíssima ele e a esposa. Dois baita motociclistas que recebem muito bem quem passa por aqui e também rodam muito por esse mundo afora.
Devidamente instalado aqui na suíte que o Mano disponibilizou na casa dele, banho tomado, etc. fui fazer com ele o roteiro de amanhã, para visitar alguns pontos turísticos da Chapada.

Dia 10 – Turismo na Chapada dos Guimarães
Essa noite choveu tipo bixo por aqui e amanheceu ainda com chuva e as previsões não são nada otimistas para o dia.
Café tomado, resolvi aproveitar que parou recém de chover e fui com o mano na oficina trocar o pneu dianteiro e já colocar o novo que trouxe para as estradas de terra. Ainda vou pegar muito asfalto, mas como ta chovendo e promete vir mais, vou de pneu novo pois o velho já está bem judiadinho. Anda tem um suquinho para tirar dele, mas vou deixar esse de reserva e sair com o novo.
Comecei o dia visitando as cachoeiras do balneário da Martinha ou simplesmente, Cachoeira da Martinha. Lugar muuuito bonito, mas como é público e ontem foi domingo e o movimento deve ter sido imenso,  pois estava muito quente, o lugar estava bastante sujo. As mesmo assim vale a pena. É uma sequencia de Cachoeiras no rio que vem descendo o morro por dentro de um vale. O lugar é dentro de uma propriedade rural e não é explorado comercialmente por ninguém, exeto um pessoal que tem um bar e restaurante bem simples na estrada, na entrada da propriedade. Lá dentro poderia ser muito mais organizado e com uma cobrança mínima dos turistas  se poderia realmente fazer uma estrutura bem legal. Vi muito disso em Bonito, onde nada se faz sem pagar, mas é tudo de primeira.
Bom, feitas as fotinhos e mais algumas coisas, é teve mais uma coisa, e foi aquéééééla coisa. Putz, tive que cavar um baaita buraco pra enterrar “a coisa”. Nem acreditei que fui eu que fiz.
Depois foi só lavar o ........’ no rio e pronto. Novinho em folha.
Mas como eu ia dizendo, fiz as fotinhos, com tempo nublado e logo já começou a chover. Não fui até a última cachoeira porque tinha que ficar descendo uma trilha pelo meio do mato e morro abaixo e apesar da chuvinha eu já estava morrendo de calor e suando às bicas. O legitimo turista faceiro, desce atrás da aventura feliz da vida e depois quando tem que voltar morro acima quase morre de exaustão.
Na volta ao ponto onde começa a trilha, no restaurante do tiozinho na estrada, conversei um pouco com um rapaz que é da família que explora o lugar e aproveitei para tomar fôlego. Nesse meio tempo, desabou a chover bem mais forte mas ele me tranqüilizou e disse que quando chove lá, não chove na chapada e vice versa. É bom salientar que esse local fica a 40 km de Chapada. Encarei a chuva, me molhei todo, mas realmente, quando cheguei de volta perto da Chapada(centro do município), parou a chuva e pude ver as outras atrações do dia.
Nesse caminho entrei num local chamado Morro dos Ventos, que é um condomínio de casas de alto padrão na beira da chapada, onde um cara comprou toda a área, fez um restaurante na beira do penhasco e uma espécie de sede administrativa do local, e loteou o resto. O lugar é de cinema e diz o Mano que para comprar um terreninho por lá tem que começar falando na casa dos milhões.
Depois fui ao parque nacional da Chapada dos Guimarães, onde pude, mais uma vez, fazer uma trilha morro abaixo para ver uma cachoeira chamada véu de noiva(que nome mais original esse). Acho que em tudo que é lugar que tem cachoeira tem uma com esse nome.
A trilha é bem simples e leve, apesar de ser em descida. A vista também é muito bacana e o principal é que é freeeeee... Nesse local também tem um restaurante, mas nem fui até ele pois tinha que subir mais e eu não estava a fim de mais esforço.
Depois disso, tentei  chegar a um local chamado cidade de pedras, que é uma dessas beiras de penhasco mas errei o caminho e como a moto já estava com a luz da reserva acesa desisti.
Bom gente, de Chapada era isso. Adorei a região, vou ter que voltar aqui um dia com mais tempo para conhecer mais a fundo as atrações locais que são várias. Só de cachoeiras há uma infinidade na região. O turismo aqui é extremamente efervescente, mas ainda muuuito mal estruturado. Eu que trabalhei com turismo por algum tempo em Florianópolis, freqüento seguidamente Gramado e Canela e ainda passei por Bonito, posso me dar ao luxo de dizer que tem muito o que fazer aqui e tem muita oportunidade para quem quiser e puder investir na Chapada e região. Com certeza isso  aqui vai explodir para o mundo nos próximos anos.

Abraço a todos e amanhã parto para a transpantaneira(pantanal norte), entre Poconé e Porto Jofre no MT.
























































































Comentários

  1. Muito bom Chico! EStamos acompanhando e torcendo por vc! Ótima viagem! Ride safe! Carla e Paulo

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  2. Chico, que lugares lindos e maravilhosos, parabéns pela viagem meu querido amigo, estamos aqui na nossa querida e pequenina Candiota torcendo muito por ti.
    Um grande abraço.
    Lasareno.
    Candiota RS.

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  3. Beleza de viagem Chicão
    Muitos Kms de Estradas!!!
    Abraços
    Sergio Borges

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  4. Beleza CHICO que esteja curtindo muito a tua viagem.
    Como já falei, refriso, é muito legal ler teus relatos. Que siga com este alto astral.
    Estou gostando, muito, de rever lugares que já tive a felicidade de ter passado. Em especial, de ver (ainda que em fotos) queridos amigos. Em especial o Mano e a Elaine que, motociclistas como nós, tem um carinho especial em receber-nos quando em passeios pela Chapada.
    Grande abraço, hermano.

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  5. Dalhe chico, muito legal ler os teus relatos, todo dia procuro ver se escreveu algo a mais pra nois ver, boa viagem forte abraço
    charles - passo fundo.

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