Dia 18 - Altér do Chão, Samtarém, PA
Galera!
Hoje estou aqui em Altér do Chão, uma especie de balneário de Santarém, fica a uns 40 km da cidade e é realmente um paraiso. Uma coisa muito linda. Aliás é o que salva Santarém que é muuuuito feia e suja. Passei o dia na praia, depois fui pra pousada refazer minha bagagem.
É Gilsão, com aquele peso todo não dá.
Tirei, acho que, uns 20 kg e ainda acho que sai mais. To apostando na sorte, pois estou descartando todas as ferramentas, fora as originais da moto e as de trocar pneu. O resto que se dane, Se acontrecer algo, arrumo um socorro da selva. Sempre tem um caminhãozinho passando. Quando tive o problema com a embreagem me dei conta que ferramenta só serve se tiver as peças de reposição necessárias, senão, são inúteis, peso morto. To me livrando também das roupas de frio que tive que carregar no começo da viagem mas agora não vou usar mais e mais algumas coisas, úteis, mas dispensáveis. Foram para o lixo também minhas botas. Caiu a sola de um dos pés e a outra já tinha rasgado num dos tombos lá no barral. Já era, vou ver se sóbra algum dimdim pra comprar outra lá em Manaus. Acho muito arriscado andar nessas estradas sem uma bota longa e forte para proteger as pernas. nos tombos do barro, as botas me protegeram os pés e as canelas mito bem, não deu nada apesar de, numa das vezes, eu ter ficado com o pé preso em baixo da moto. Cheguei a sentir um tremendo tranco, mas nada me aconteceu e a bota se detonou. Se fosse só de botina como vou andar agora, tinha rasgado a perna.
Alôôôô Ramayana e demais BR´s, quarta feira tô chegando ai em Manaus. Pego o barco amanhã meio dia em Santarém, e são 30 horas de viagem, segundo me informaram, portanto, fim do dia, de quarta, devo estar batendo ai no porto.
Juro que quase desisti de ir até ai e fazer a BR319 e a Transamazônica com medo das chuvas, mas ja vi e me confirmaram por aqui, que essa época ainda não é de chuva e se chove é rápido e a estrada seca logo. É só ter paciência e tempo de esperar algumas horas de sol e tocar ficha. Então vou nessa, afinal, fudido, fudido e meio. Só uma coisa garanto, barro não encaro mais, nem que tenha que ficar até agosto do ano que vem sentado na beira da estrada esperando a época da seca. Alugo uma óca em uma aldeia de indio e fico por lá.
Abraço a todos e o próximo sinal de fumaça será de Manaus.
PS.: Como já deu para perceber pelo relato, inverti o meu roteiro Amazônico, en vez de ir a Manaus pela 319, vou por Santarém e depois volto pela 319 e Transamazônica até Marabá.
Falou mermão, estamos lhe esperando, já vou providenciar uma botinha nova feita de pele de mapinguari, rsrsrs....
ResponderExcluirChico não esquece de dizer o nome do barco que tu vai pegar ai em Santarém.
ResponderExcluirGrande chico, pode acreditar a viagem apenas esta começando, quando estiver de volta no Rio Grande e começar a contar esta aventura e como se estivesse fazendo outra viagem, manda brasa, que isso tudo vai ficar na história.. manda um abraço pro Ramayana... Charles - passo fundo - RS
ResponderExcluirDa-lhe Chicão.....tamo acompanhando de perto mano véio......que beleza de relatos ! Aqui anda fazendo calor...imagino aí ! Um grande abraço e vai devagar rapá !
ResponderExcluirQuerido Amigo,
ResponderExcluirEu sabia que ia ficar difícil de fluir a viagem com aquele peso todo.
Até corri o risco de parecer (mais) chato do que realmente sou e insisti no assunto contigo. Mas tudo serve para experiência mano.E o que importa é que tu segue se divertindo, aproveitando a vida, conhecendo pessoas e lugares e divertindo a todos nós com teus posts. Já falei e refriso, teu blog está excelente.
Parabéns e que sigas sacando provecho de todo.
Um grande abraço, hermano.
posta as fotos quero ver o escorregões!
ResponderExcluirvaleuuuuuuu boa viagem!
Mano...
o tio ve se bota umas fotos ai!
ResponderExcluirabraco mauriccio
Meu querido amigo,estou adorando os relatos sao espetaculares, mano véio, estou realmente viajando contigo. Parabéns.
ResponderExcluirUm grande abraço.
Lasareno.
Candiota RS.