MANAUS


MANAUS 4 dias
Sabemos que para os apreciadores de viagem de moto, relatos de atividades fora estrada não são tão interessantes, mas faz parte.
Já estou no quinto dia de Manaus, quase virando cidadão manauara.
Cheguei em Manaus na quinta feira por volta das 10:30, já me esperava nas docas o Marcos Magalhães
,
que me ajudou com as tralhas e me levou direto para a loja da Yamaha, onde o Shigueo, conselheiro do Brazil Rider’s, é o gerente, para ver a situação da minha embreagem. Ficamos por ali um tempo, peguei orçamento e tudo, mas a peça não tinha e levaria de 10 a 15 dias para chegar, então, essa opção está fora. Sem contar que como já é de praxe, os preços praticados pelas concessionárias são para louco. Só pago se for a última opção e estiver muito necessitado. Me sinto um otário pagando esses preços absurdos. E que fique bem claro, não estou sendo específico, são todas as marcas e todo tipo de veículo. Sei que essa peça tem no mercado, do mesmo fabricante da original, ou seja, a original sem a embalagem da fábrica, por um terço do preço.
Depois de alguns contatos telefônicos o Marcos descolou um mecânico que faria o serviço e disse que talvez tivesse a peça pronta entrega e por muuuuuito menos do que a loja. Fomos para a toca, tomei um banho e fiquei esperando o Ramayana. Fomos almoçar na casa dele. Um super feijão, prá lá de gostoso que a mãe dele tinha feito. Acabei com o feijão. Hehehe.
Voltei para a toca e ele foi pro trabalho. Lavei minha roupa, mais um banho, atualizei parcialmente o blog, fui no mercado aqui perto, comprei uns trecos pra comer e fiquei esperando o fim da tarde para darmos um volta. A decisão da moto ficou para amanhã, sexta feira. Já que o cara disse que tinha a peça, seria um serviço rápido e estava tudo resolvido.
Fiquei por ali enrolando um pouco e no fim da tarde o pessoal me levou para um barzinho na praça do teatro Amazonas. Um lugar bem simpático e agradável, com as construções antigas na volta e o cenário do fabuloso teatro ao fundo. Tomamos uma(s), ficamos por ali um tempo, depois fui comer um sorvetinho de frutas típicas no outro lado da praça e logo voltamos para casa. O cansaço era grande.
Sexta feira, dia de consertar a moto.
Tinha combinado com o Marcos de ele passar para me pegar as 9h e assim foi. Fomos deixar a moto no mecânico que me disse que só para amanhã, sábado, poderia mexer na moto, mas o serviço era rápido.
Depois o Marcos me levou para um City Tur por Manaus. Foi um passeio muito bom, me vez ver outros aspectos da cidade que me agradaram bastante. Fomos até a entrada da ponte que será inaugurada na segunda feira, tiramos fotos e depois fomos almoçar. No caminho para o almoço começou a chover, mas bota chover nisso. Parecia que São Pedro estava derramando de balde a água em cima da gente. E não foi só chuvinha de fim de tarde não, choveu o resto do dia todo e a noite. Se eu tinha alguma dúvida quanto seguir a BR 319 e a Transamazônica, essa chuvarada foi o balde de água fria que faltava. Sem contar as chuvas que eu já havia passado no caminho de barco e na estrada antes de Santarém. Realmente, até os mais otimistas aqui que me diziam que era possível, que a estrada seca rápido com as chuvas de fim de tarde e tal, mudaram de idéia. Com essa água toda não dá. Sem contar que a moto está imprópria para esse tipo de aventura e ainda não sei do conserto, pois o cara disse que teria que abrir para ver se a peça que conseguiu é mesmo de XT660 ou de XT600.
Barriga cheia, comi por dois no restaurante, voltei para casa e o Marcos foi trabalhar. A noite de ser o teatroinha o Ramayana passou para me pegar e fomos comer um peixe, se me lembro bem era tambaqui. Muito bom. No restaurante, ligou o Dieles e disse que estava indo para lá e para garantir o Ramayana pediu mais um peixe. No fim o Dieles não achou o local do restaurante e não apareceu e nós fomos “obrigados” a comer por ele todo o peixe. Que sacrifício.
Mais uma vez, barriga cheia, fui dormir.
Sábado, turismo tradicional.
Acordei cedo, comi minhas porcarias, iougurt e pão com requeijão e sai a procura de uma agencia de correios para ver preços para despachar meu exesso de bagagem. Tuuuudo fechado. Resolvi seguir caminhando e fui em direção a um prédio que eu, de longe pensei que fosse o teatro Amazonas, pois só via uma parte do mesmo no alto, mas chegando perto vi que não tinha nada a ver. Era uma casa antiga mas bem longe de ser o teatro. Resolvi continuar caminhando na mesma direção e de repente, numa rua qualquer vi uma placa escrito : museu do índio. Entrei. Fica numa espécie de convento. Paguei 5 reais e visitei o local. É legal, mas não sou muito fã de museus, mas como tava de bobeira. Valeu.
Segui caminhando e logo cheguei a uma avenida onde fica o palácio do governo e é cheia de lojinhas de ótica. Entrei numa e aproveitei para arrumar meus óculos que eu tinha semi destruído pela segunda vez na viagem.  Fui super bem atendido na Ótica Rose, pelo Fabiano que consertou o óculos sem me cobrar nada. Valeu Fabiano.
E segue a caminhada. Tirei umas fotos do palácio e fui atrás do Teatro Amazonas, pois dessa vez sabia que andava por perto. Perguntei a uma senhora, e acreditem, ela nem sabia o que era esse treco, perguntei se era de Manaus e disse que sim. Nossa, é como se perguntasse para um carioca onde fica o Cristo redentor e ele dissesse que não sabe o que é isso. Em fim, o próximo que perguntei me informou, meio errado, mas consegui chegar. Fotos e mais fotos, paguei 10 pilas e fui fazer a visitação interna com guia. As fotos dirão o que vi, esse tipo de coisa não se explica. Pena que como não podemos usar flash no interior dos principais locais do teatro, ficou tudo uma bosta, pois a super máquina que comprei, não faz boas fotos com pouca luz devido às lentes do zoom. Mas tenho certeza que fotos é o que não deve faltar na internet. Hehehe
Obviamente, a visita com o guia, ou melhor, a guia, é limitada, mas eu logo que percebi que ninguém subia nos andares mais altos do teatro, dei um jeito de fugir do grupo e fui lá em cima tirar minhas fotinhos escondido.
Quando sai do teatro, já era meio dia e eu estava morrendo de fome, mas a fim de economizar, comi mais um sorvetinho pra enganar a barriga e ficou nisso. Fui procurar um orelhão para ligar para casa e acreditem, no principal ponto turístico da cidade, só tem dois e nenhum funciona. Resolvi então sentar numa sombra e ligar do celular mesmo para o mecânico e saber da moto. Mais balde de água fria. A peça que ele conseguiu era de xt 600 e não servia para a 660. Agora sim, a Transamazônica foi enterrada de vez nessa viagem. Resolvi na hora ir ao porto para ver preço e dias de saída de barcos para Belém do Pará, pois se lá não conseguisse concerto, seguiria só por asfalto a viagem.
Perguntei para um taxista quanto custaria uma corrida até o porto e a resposta do imbecil, achou que eu era turista otário, foi, depois de dar um olhar idióta para o colega do lado, a seguinte: olha, com esse engarrafamento, uns 20 reais.
Quando ele disse “com esse engarrafamento” dei as costas e fui embora. Eu sabia que o porto era perto, não exatamente quanto, mas sabia. Fui perguntar aos policiais, ali perto, por ônibus para o porto. E eles me disseram que o porto ficava a menos de 10 minutos de caminhada. E me mostraram o caminho. Na verdade, se fosse caminhando rápido, sem ficar olhando tudo na volta, chegava em 5min. Era umas 5 ou sei quadras eu acho.
Cheguei no porto e fui ao guichê de informações e nada da atendente. Placas com horários também não tem nenhuma. Perguntei pela atendente e disseram que só voltaria do almoço em 15minutos. Fui procurar outro orelhão, naaaaaaada. No terminal de passageiros da cidade não tem telefone público. Pode? É, aqui pode.
Fui procurar o banheiro, só tinha um e estava chaveado. Perguntei quem tem a chave, e disseram que não pode usar é só para funcionários das lojas que ali existem. Pode? Pooooode. Percebi que tinha um portão, com uma plaquinha escrito: somente passageiros e funcionários; de embarque de passageiros por onde entravam um monte de gringos que estavam em um desses super navios de turismo, tipo transatlântico. Como eu estava vestudo com uma bermoda Bega, máquina na mão e botina com meias, naquele calorão, legitimo turista gringo, fui entrando junto com a alemoada e não é que ninguém me barrou. Fui lá dentro e adivinha só...um belo dum banheiro, só pra mim. Hehehe... Acho que se fosse mais cara de pau podia até ira dar um passeio de transatlântico pelo Rio Amazonas. Ninguém pediu nada.
Aliviadas as necessidades, voltei lá no guichê e nada da atendente. Fui reclamar e daí alguém apareceu e fiquei sabendo que só teria barco na quarta feira. Ferrou. Bota atraso nisso. Sem contar que serão mais 4 dias de tédio. Só espero que nesse não tenha música o dia todo. Por via das dúvidas, já sai do porto na cata de um fone de ouvido para, pelo menos, poder escolher as minhas próprias musicas. Perambulei um pouco pelas lujim de camelô e não achei o fone como queria. De repente chego numa praça bonitaça, com um prédio antigo todo bonitão. Tirei umas fotinhos e perguntei pro guardinha o que era aquele prédio. Me disse que era o antigo quartel da PM e agora era museu. Perguntei se pagava para entrar e disse que não. Pronto. Lá vou eu, dar uma de turista de novo. Olhei tudo, ouvi explicação e sai a fim de voltar para casa. Perguntei onde pegava ônibus para o bairro que eu estava. E agora estava bééém longe. Andei vááários kms nessas voltas todas e estava mortinho. Mais uma vez explicação errada, não achei o ponto e resolvi ir andando e ver onde chegava. Comecei a chegar umas bocadas perto do rio de novo e vi que não ia dar certo essa empreitada, voltei tudo, já tinha andado várias quadras, me informei de novo e quando estava perguntando, passou um ônibus com o nome do bairro que eu estava”Cachoeirinha”, ataquei e me atirei pra dentro. 10 ou 20 minutos depois já comecei a reconhecer as redondezas e desci do ônibus e fui o resto a pé. Cheguei, tomei aquele banho frio, aqui não tem banho quente e nem tem como ter, o calor é muito. Comi uma comidinha que o pessoal da casa estava comendo e esperei o Marcos que viria para me levar até a oficina para buscar a moto.
Na oficina, cheguei e logo vi que tinha uma moto ali parecida com a minha, com meus acessórios e a mesma placa, mas não era a minha. Clonagem??????
Não, é que o Marquinho, não meche em moto sem lavar e lavou a minha. Mecânico bão esse. Os relaxados mechem de qualquer jeito e mete terra pra dentro do motor e nem tão ai. Fazia meses que eu não via a cor original das rodas da minha moro. Hehehe
O Marquinho me explicou que eu tinha um disco muito gasto, bem liso, mas que os outros estavam mais ou menos e ele reordenou de forma que o gasto ficasse numa marcha intermediária e assim melhorou bastante o desempenho da moto. Nem sinto mais a diferença sem a bagagem. Só dá pra sentir mesmo na hora de acelerar mito forte ou com peso atrás.
No resto do dia ficamos ali pela toca mesmo, de papo e a noite fui com o Dieles e a namorada à festa do Boi Manaus, que acontece no sambódromo daqui. É uma festa popular muito animada, com musicas típicas da região que cantão a tradição e os costumes do povo Amazônico. Bem legal. Quem vier a Manaus nessa época tem que conhecer. 


































































Domingão de feijoada
Hoje a festa é no bar do Marcos, ele ofereceu uma feijoada para a tchurma. Vale-se dizer que é uma feijoada a lá nortistas, bem diferente das feijoadas mineiras e da gaúcha. Eu nem sei explicar direito, mas tava bom. É feijão, lógico né, com um monte de coisa dentro, tipo um mocotó. Eu nem gosto de mocotó, aqueles tutanos não me atraem, mas eu comi tudo, claro que evitei os miúdos. Tinha também um prato que eu pensei que fosse carne picada e me atirei. Bom, era picado de miúdos, que eu não gosto também. Misturei tudo com o feijão e o arroz e mandei lenha e tava super bom. Comi um montão. A única burrada que fiz foi abusar da pimenta. Pinguei umas gotinhas e não senti muito daí, pinguei vááááárias gotinhas mais e ai o bicho pegou. Tava soltando fogo pela boca. Foi feijoada com dois litros de refri junto e haja sede.
Depois da feijoada, fomos no fim da tarde, visitar o zoológico do CIGS(Centro de Instrução de Guerra na Selva). Um lugar bem legal, mas com muitos bichos faltando. Não deu para ver tudo que queríamos. Na passada paramos também na base onde fica o SIVAN(Sistema de Vigilância da Amazônia), da Força Aérea. Vocês poderão me ver segurando o foguete pelo rabo ai nas fotos. De volta para casa, só mais uma paradinha no bar AoMirante, que pertence a um ex integrante da marinha que não consegui ser Almirante, então montou o bar AOmirante que fica na beira do penhasco no rio de frente para o por do sol. Fotos e mais fotos e bóra pra casa. Banho, TV e cama.
































Segunda feira feriado em Manaus, aniversário da cidade.
Choooooooove lá fora e aqui só fico escrevendo. Sem programas para hoje. A noite a idéia é juntar uma turma de motos e fazer a travessia da ponte nova, que está sendo inaugurada hoje. No mais vou ficar de molho. Só descanso. Amanhã tenho que ir atrás das passagens para mim e para a moto, para Belém do Pará. Vou dar mais uma fuçada por ai e ver se acho uma bota também, porque até agora não achei, ninguém tem o numerosinho 45 em estoque.
Fui
Os.: Ontem botei mais umas fotos e acho que hoje consigo colocar o resto.

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