Carolina - Chapada das Mesas
4ª. Feira – Depois da
chuva
Já eram 4 da tarde quando a chuva parou e resolvi botar a
cara pra fora. Sai a procura de um mercadinho para comprar algo para comer a
noite. Dei umas voltas pela cidade a pé, fiz umas fotinhos do porto, onde
atraca a balsa que atravessa o Rio Tocantins ligando com a cidade de Filadelfia
no Estado do Tocantins. Rodei, rodei, me perdi e nada de nada aberto. Foi só
então que me lembrei que era feriado de finados. Eu nem sabia em que dia da
semana estava. Voltei para a pousada e peguei a moto para ir dar uma volta
maior pela cidade, afinal alguma coisa tinha que ter aberto. Naaaaada. Só achei
um posto de gasolina onde o refri 2 litros custava 6 reais. Desisti. Vou comer
fora hoje. To com uma baita fome de novo, e o intestino que se dane. Se não
estiver bom, azar. Voltei para a pousada, fiz um tempo e sai para jantar 19H.
Fui procurar um local que eu tinha lido na internet, em
algum blog dum loco que nem eu, que andou por aqui e indicou um boteco de rua
onde faziam uma picanha na grelha, no meio da calçada. Logo achei. Pedi uma
porção mista, vem coração de boi, filé e picanha, mais ou menos meio quilo, só
que pedi para tirar o coração e só comi filé e picanha. Razoável o ranguinho,
vem com um arroz, vinagrete, pimenta e é claro a farofa. R$ 16,00 tudo. Vale o
que custa e considerando que rodei a cidade e não vi nada melhor, foi muito
bom.
Voltei em seguida para a pousada e logo fui dormir.
Rio Tocantins. Na outra margem é Filadélfia, Estado do Tocantins
Minha super janta. Picanha e filé na grelha. Detalhe, a mesa fica no meio da rua, junto ao meio fio, do lado oposto ao bar.
5ª. Feira – Pedra
Caída
Acordei cedão, olhei no relógio e já eram 8 e meia. Pulei da
cama e fui tomar meu café. Cheguei lá e estava fechada a porta e no cartazinho
dizia que era a partir das 7h. Olhei no relógio de novo, agora já bem acordado
e vi que eram na verdade 6:38. Putz. Meio dormindo e sem óculos vi as horas
errado. Voltei pro quarto, fechei todas as janelas que tinha aberto e voltei a
dormir. Daí sim, acordei pouco depois das 8h e fui tomar o café. Depois voltei
e comecei a arrumar as coisas para sair para os passeios. Carreguei tudo, pois
o horário para fechar a conta era meio dia e eu não sei se fico aqui em
Carolina hoje ainda, e se ficar, não vou mais ficar aqui. É caro para o meu
orçamento. Ontem valeu por causa da chuva, mas agora tenho que baixar a bola.
O passeio hoje foi o complexo da Pedra Caída. É ma
propriedade particular transformada em complexo turístico com várias trilhas
com cachoeiras. No caminho se passa pelo portal da Chapada, que nada mais é que
uma pedra furada em cima de um desses morros e onde dá para tirar belas fotos.
Cheguei na tal pedra, da para ver da estrada e tem que entrar numa estradinha
de areia fofa, morro acima ou deixar a moto na beira da estrada e subir a pé.
Até não é longe, mas na areia fofa, com a moto sem embreagem 100%, nem pensar e
deixar a moto com todas as bagagens, na beira da estrada, também nem pensar,
então o jeito foi tirar uma fotinho do buraco de longe e se mandar.
Cheguei na Pedra Caída, Só sei porque esse nome. Perguntei
pelas trilhas e hoje só tinha uma funcionando. A trilha da cachoeira do
santuário. Ótimo, era essa mesmo que eu queria. A dona da pousada já tinha me
dito que era imperdível. Lá fui eu e o guia. Só eu de turista hoje por aqui. É
uma trilha de umas duas horas, nem isso. 1.800 metros de caminhada ida e volta
e sempre sobre passarelas de madeira e mais no final por dentro da água mesmo.
Caminhada muito tranquila e deve-se ir de chinelo ou sandália pois tem trecho
de água.
O lugar é muuuuuto bonito. Tem que descer dentro do cânion,
caminhar por entre as paredes e lá no fundo, quando parece que acabou, tem um
super buraco na rocha que dentro é que está a cachoeira. Maravilhoso. Pena que
não tem fotos do interior da gruta com a cachoeira, pois tem muita água caindo
e não dava para levar a máquina. (com certeza a próxima máquina para substituir
a perdida/roubada, será uma à prova d`água)
Se eu estivesse sozinho nessa trilha não teria entrado na
gruta, porque simplesmente não a teria visto. Quando se chega a uns 10 metros
do fim do paredão, começa a ter umas pedras e a queda d`água fica bem fininha,
sem graça e eu pangaré, já ia dizendo pro guia, não precisa ir até lá não, tiro
umas fotos daqui e voltamos. Não to a fim de subir essas pedras. Foi ai que ele
me disse, mas é lá dentro que está a cachoeira e eu não entendia, pois não da
pra ver que tem um buraco na lateral da parede se não chegar perto o
suficiente. Fui até ali e ai foi aquele espetáculo. Uma enorme entrada, para um
salão onde cai a cachoeira. Um super piscinão, com uma super ducha. Genial.
Imperdível mesmo.
Ficamos ali algum tempo, tentei tirar algumas fotos com a
super tecnológica máquina de filme, mas acho que ficou tudo uma merda, pois é
muita água caindo e a lente fica toda coberta de pingos do spray da cachoeira.
Quando chegar em casa e revelar saberei.
Tomado nosso bainho relaxante, voltamos ao centro do
complexo e já comecei a me preparar para a súbita da tiroleza. Sim, me preparei
para a subida, porque se eu chegasse vivo lá em cima a descida era melzinho na
chupeta.
Tem que subir todo o morro a pé, sempre por passarelas de
madeira, mas o treco é íngreme pacas. As passarelas, é claro aliviam em muito o
esforço, mas tem que ter um muito bom fôlego. O negócio é punk mesmo. Tivemos
que parar várias vezes para respirar e retomar o fôlego. Lá, no meio do morro
os caras fizeram uma capelinha. Deve ser para os fiéis confessarem seus últimos
pecados antes de encarar a morte na tiroleza, que segundo disseram é a segunda
maior do Brasil. (me esqueci de perguntar onde é a maior. Quero descê-la
também)
Essa tiroleza é uma das 3 existentes no complexo. Tods tem
nome de batismo: A do grito, a do medo e a do pânico, que é esta que fui. Ela
desce 1200m de uma altura de mais de 300m. Os números podem não impressionar,
MS para quem é de Porto Alegre, imagina puxar um cabo do alto do morro Santa
Tereza, das TVs, até o Parque Marinha do Brasil. É, é bem isso ai. É como um
vôo de asa delta. E tudo dura pouco mais de um minuto. Sensacional. Só ecomento
o seguinte, se resolver ir lá e descer, já saia convicto da decisão, porque se
começar com aquela história de será que vou ter coragem, chega lá na boca do
penhasco e arrepia. E a subida não é mole não. Disse-me o guia, que no próximo
ano já terá um teleférico funcionando. Aliás, nos próximos dois anos deve ficar
pronta a nova sede do complexo, com centro de eventos e várias cabanas para
hospedagem. Tudo isso está em construção e pode-se ver das fotos que tirei lá
de cima do morro. Vai ser um destino e tanto no turismo nacional.
Chegando no chão, me desatrelei das cordas e roldanas e
fiquei esperando o guia também descer e voltarmos para a base. Essa volta foi
num caminhãozinho/ônibus da década de 50 e fabricação britânica, com o volante
do lado direito. Muito esquisito o bixo.
De lá, voltei a Carolina, saquei uma grana na lotérica e fui
a procura de outra pousada baratinha. Achei na mesma rua que estava antes, uma
por 25 pilas, com café, sem internet e sem garagem, mas deixaram colocar minha
moto na recepção que na realidade é uma espécie de garajão. Muito simples, mas
dá bem pro gasto.
Sai atrás de supermercado para repor minhas barrinhas de
cereal. Achei o super, mas não tinha as barrinhas. Comprei um iogurt e água e
na volta para a pousada me perdi de novo e de repente passo por uma casa com
uma plaquinha escrito. Assados, congelados caseiros. Olhei para dentro e me
pareceu tudo muito bem organizadinho. Entrei. Comi dois quibes, excelentes, e 4
empadas de frango com catupiri de derreter na boca. Que coisa bem boa. Anda
levei mais alguns para comer depois e essa foi a janta. Essa casa, se alguém
for a Carolina, não sei o nome nem o nome da rua, mas fica na rua do lado do
Banco do Brasil. Empadas, um real e quibe 3 reais. Muito barato e
muuuuuuuuuuiiito bom. Um ótimo lanche e pra mim serviu de janta.
Bom, amanhã quero ver se saio cedo, se o tempo permitir e já
começo a descer em direção a Riachão que dizem que tem outra cachoeira
paradisíaca.
Hoje no fim de tarde choveu muito de novo aqui, Vamos ver
como viça até amanhã. Com chuva esses passeios ficam impossíveis, pois são em
cânions e se tornam muito perigosos em função das enxurradas que podem descer
os cânions.
E a barriga? Vai bem obrigado. Hehehe
Boa noite a todos
A baixo: Portal da Chapada.
Abaixo: Vista da trilha de cima da ponte pencil
Lá dentro é a cachoeira, não deu para mostrá-la nas fotos devido ao spray.
O Indiana Jone de sandálias
Filhotinho de ????????????. Num lembo o nome. Havia 2, um fugiu antes da foto. Entrou na tóca.
a foto desse cara ai de baixo foi especialmente para meu amigo Mou
Minha amiga nova, a arara
a Subida
Á chegada é lá em baixo, naquele descampado. 1,2 km
e fuuuuuuuuuuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii...úúúúúúúúúúúúúúúú
Se derem um zoom na foto abaixo poderão Ver um pontinho branco. É o meu guia descendo. Bom para ter uma noção da distancia.
Futuras instalações do complexo
a fumbica inglesa de 1951
Espetacular Chico, esta viagem esta demais... Parabéns
ResponderExcluirAbraço
Lovatel
Lindo Chico valeu os aperreios
ResponderExcluir