Goiânia
Terça-feira – Goiania
Acordei cedo, por volta de 7:30. Tomei café da manhã junto com o Gonzagão, conversamos mais um pouco e então, peguei minhas coisas e ele me levou até a casa do Márcio, para pegar a moto e seguir viagem. Sai da casa do Márcio pouco antes de 10:00 com a escolta dos dois até a saída da cidade em direção a Goiânia. Parei num posto para abastecer e me despedi da dupla.
Quando entrei na estrada, olhei no relógio e eram 10:30. A chuva caia fraca, mas logo apertou e estava molhando mesmo. Sem contar que esfriou bastante. Azar, tinha que seguir mesmo assim. Peguei chuva até a cidade de Anápolis, depois secou de vez.
Conforme meus cálculos, levei duas horas para chegar em Goiânia, ao ponto marcado com o Ricardo e o Zé Clóvis. Liguei para o Ricardo e logo em seguida apareceu o Zé Clóvis para me apanhar. Como era hora de almoço, fomos direto almoçar. Nada menos que um super rodízio de churrasco. Comi muito. A churrascaria é ótima. Juntaram-se a nós também o Marchetti e sua esposa. O Ricardo, como estava com visitas em casa, apareceu mais tarde mas a tempo de conversarmos um pouco.
Saindo da churrascaria, fui direto para o hotel, pertinho da loja do Ricardo, escoltado por este e fiquei lagarteando o resto da tarde pois tínhamos combinado de, a noitinha, sair para algum barzinho, toda a turma, e tomar umas limonadas.
Saindo da churrascaria, fui direto para o hotel, pertinho da loja do Ricardo, escoltado por este e fiquei lagarteando o resto da tarde pois tínhamos combinado de, a noitinha, sair para algum barzinho, toda a turma, e tomar umas limonadas.
Pensei em atualizar o blog ali no hotel, mas o cansaço falou mais alto e fiquei me enrolando na cama tentando dormir. Na hora marcada o Ricardo apareceu para me pegar e fomos ao bar.
A noite foi só conversa, adivinhem sobre o que. Motos e Viagens é claro. Combinei com o Ricardo de na quarta, antes de pegar a estrada, passar na loja dele e conhecer a sua última aquisição. Ele comprou uma Gold Wing acidentada e está refazendo a moto toda. Coisa de artesão, pois fez algumas alterações e adaptações que ficaram super bem feitas.
Quarta-feira - pé na estrada
Acordei, tomei o café do hotel, desci para apertar e lubrificar a corrente da moto, aproveitei para fazer isso sem a carga em cima. Fui até a oficina/loja do Ricardo, conversamos um pouco, pois acordei meio tarde também, vi a moto nova dele e por volta de 10:30 fui embora. Passei no hotel para arrumar as tralhas na moto e me mandei pelo caminho explicado. Barbadinha, achei a estrada e segui em frente.
Problemas com a corrente.
Todo mundo que conhece moto, XT 660, sabe que a bixa é uma cavala e que, para agüentar o tranco desse motorzão monocilíndrico, com um super torque, só a corrente original, emendas.
Eu, desde a minha primeira moto na vida, quando para economizar, comprei uma corrente genérica e me dei mal, sempre usai correntes originais. Com a XT não foi diferente. Quando comprei a moto, usada, ela veio com uma corrente genérica, com emenda. Não deu outra, Numa viagem dessas a desgraçada rebentou lá perto de Chapecó em SC. Muito bem, troquei por uma original assim que cheguei em Porto Alegre. Isso foi uns seis meses antes desta viagem. Como desde então não tinha viajado para muito longe, essa mesma estava só com 5mil km, sai nessa viagem com a mesma. Estava nova. É para durar pelo menos 25 mil km. Por via das dúvidas, levei uma segunda corrente, zerada e original como reserva.
Agora vem a burrada: Na época que troquei a corrente, o mecânico me perguntou se era para tirar a balança ou abrir a corrente. Eu perguntei, como assim abrir a corrente meu, ela é sem emendas. Ele disse que tinha um equipamento original da DID, fabricante da corrente, que abria e depois fechava, como a original. Como o cara era muito bem conceituado para mim, aceitei a experiência e ainda por cima a mão de obra era bem mais barata abrindo, pois não precisaria desmontar a suspensão da moto para colocar a corrente aberta. O cara me garantiu que ficava como nova e jurou de pé junto que era 100% seguro. Buuuuuuuuuuuurrrrroooooo.
Fui na dele. Antes de sair de viagem, dei uma olhada no elo da emenda e realmente, com 5mil km estava igualzinho aos outros. E lá fui eu. Só que ai já começa a diferença em fazer a coisa certa. Se coloco corretamente, sem abrir a corrente, jamais ia ficar olhando a corrente toda hora, como ficava, para saber se estava normal. Colocava lá e esquecia. Como foi coisa inventada, toda hora dava uma espiada para ver se estava tudo bem. Quer dizer: economizei, mas arranjei uma preocupação. Quando passei lá dos atoleiros de barro na Cuiabá/Santarém, fui dar a tal olhada básica e percebi que o tal elo já começava a ter uma aparência diferente dos outros. Estava mais aberto. Percebi que a cabeça dos rebites estava mais para dentro.
Puta que pariu. Deu vontade de buscar o desgraçado do mecânico e enfiar a corrente naquele lugar dele. Mas a 4000 km de distancia ia ser difícil.
Como trago uma corrente de reserva, já por conta da fama da XT rebentar correntes, Resolvi seguir assim até quando der. Chegando em Manaus, depois que a moto saiu do mecânico que mexeu na minha embreagem, fui examinar melhor, com a moto lavada e constatei que a emenda realmente estava se abrindo. Resolvi continuar assim mesmo para ver até onde ia. Não estava a fim de trocar a corrente, pois colocar uma nova em coroa e pinhão gastos não é bom e além da corrente reserva, tenho algumas emendas que poderiam resolver caso abrisse de vez.
Com o passar do tempo e as dificuldades que passaria mais adiante como já relatado aqui, acabei esquecendo de me preocupar com a corrente. Moral da estória é que até Goiânia, não tinha mais pensado nisso. Foi em Goiânia que, num desses papos de motociclista, veio o assunto corrente e eu ainda me lembro de ter comentado, que só usava original, com a galera.
Na hora até me lembrei de depois dar uma olhada como estava e pedir para o Ricardo, que tem a oficina olhar também e me dar uma opinião. Quem sabe, ele até poderia ter alguma ferramenta que fixasse os rebites de novo. É claro que esqueci disso e sai de Goiânia sem sequer examinar o estado do rebite. E olha que ainda lubrifiquei e apertei a corrente antes de sair, mas nem examinei detalhadamente esse rebite em questão. Mais uma burrice.
35 km antes de chegar em São José do Rio preto, a corrente abriu e caiu todinha no asfalto. Lá fui eu, empurrar a moto até uma sombra e tratar de colocar uma emenda para continuar a viagem. Feito o conserto, toquei até São José a 40km/h com medo que a emenda não aguentasse, pois nessas correntes, tipo sem emenda, as emendas não se acomodam 100%.
Nessa função devo ter perdido de 1,5 a 2horas e já cheguei em São José depois de 18hs. Tudo fechado. Peguei um hotel baratinho ali perto das lojinhas de moto mesmo. Minha intenção é amanhã cedo, comprar uma outra corrente, dessas com emenda mesmo, mas baratinhas, para continuar a viagem. Acho que é mais negócio que colocar a minha nova nessa relação já bem gasta. Vou guardar a outra, a original que carrego, para quando chegar em POA trocar com toda a relação nova.
Quinta-feira – fogo na máquina que o negócio é chegar
Acordei cedo, tomei meu café da manhã e sai direto para as lujim de motopeças atráz da corrente. Achei na segunda que entrei. Comprei em 2x no cartão e voltei pro hotel para fazer a troca. Quando fui olhar a corrente remendada, percebi que a emenda tinha se ajustado muito bem e que estava bem colocadinha. Hummmmm..... Será que guenta???? Eita bixo teimoso que sou hem. Logo pensei: Se tá ai tão bonitinho, deixa ficar. Meti a corrente nova no baú e me mandei estrada a fora. Ai já a fim de testar e também sem nada a perder, e com uma baaaaaita distância a percorrer até Jaraguá do Sul, toquei lenha no motos e fiz sair fogo pelos canos. Dei um pau desgraçado nos primeiros 250 km até o próximo abastecimento. Parei e fui olhar a ditacuja da emenda. Hehehe Cadê o grampo que segura a emenda? Não tava mais ali. Mas a emenda tava lá, bem encaixadinha. Qué sabe, só coloquei outro grampinho e me toquei. Agora já mais confiante, não incendiei o motor, mas andei em ritmo forte dentro das possibilidades da rodovia Transbrasiliana(BR153), que devia se chamar Trans Bi-trem. Putaquepariu. Só dava caminhão Bi-trem e até uns tri-trem. Nem sabia que já existia isso. Um absurdo essas coisas andando por ai. Isso é um atentado à segurança. Não sei como é que permitem isso.
De grampinho novo, só examinava a corrente nas paradas para abastecimento e ela continuou bem. Acho que a coroa e pinhão é que estão sofrendo muito mais com isso, pois na emenda não tem o rolete de dentro da corrente e isso deve estar esmerilhando as duas peças. Mas azar, vai tudo pro lixo mesmo e até POA chega. Ta fazendo um barulho danado, mas vai.
Depois de Ponta Grossa no Paraná, o frio começou a pegar. Chegando em Curitiba tive que parar e colocar as roupas de chuva por cima para ver se amenizava a tremedeira. Amenizou. Lembram que em Belém despachei umas coisas embora, para aliviar o peso. Pois é, toda e qualquer roupa quente foi embora, inclusive a calça de cordura. Só fiquei com camisetas manga curta e a jaqueta sem o forro é claro. Eu não esperava em pleno novembro passar frio ainda. Mas deu para agüentar o resto da viagem na boa. De Curitiba até Jaraguá fiz aquele motorzão incendiar de tanto que acelerei, e cheguei aqui as 20:30, exatamente 12h com a bunda sentada na moto e 990km depois. Acho que foi meu maior percurso num dia só em toda viagem. O preço que se paga por andar tanto é que não tirei foto nenhuma. Foi só rodar mesmo.
Agora, comida, banho quente e cama. To moído.
Abaixo, únicas fotos de Goiânia à Jaraguá do sul
Grande CHICO!!!! acompanhamos todo o blog, estamos muito felizes por vc. Abraço até dezembro, é claro vamos tomar um "suquinho" de limão e falar sobre essa aventura!
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