Lizarda - Niquelandia

2a. e 3a. feira Lizarda – Gurupi – Niquelândia
Minha idéia era hoje, segunda feira, de manhã, dormir um pouco mais por conta do desgaste de ontem, depois atualizar o blog e sair mais tarde com calma e não rodar muito no dia.
Mudei tudo. Acordei e estava um belíssimo dia de sol e eu me sentindo muito bem e suficientemente descansado então resolvi pegar a estrada logo e aproveitar ao máximo o dia par render na estrada rumo a Chapada dos Veadeiros.
Nem preciso dizer que o Jalapão ficou totalmente inviável. Por lá existem muitas estradas de areia como as que passei ontem, e eu, além de não ter mais saco e nem força para encará-las com a moto pesada desse jeito, ainda por cima tem o problema de confiança da moto, com a embreagem ruim. Não sei ao certo o que o mecânico Marquinho lá de Manaus fez nos meus discos, mas que tá funcionando tá. Ontem naquele atoleiro todo, só fui sentir cheiro de disco queimando já bem no fim do trecho de areia. Nada que comprometesse o desempenho. Hoje no asfalto, também toquei normal e nem sinal de defeito. Claro que tem diferença, o cambio ta todo errado, e as retomadas estão mais pesadas. Mas ta andando super bem. Tem motor de sobra.
Amanhã vou levar na Yamaha aqui em Gurupi para trocar as pastilhas traseiras que já se acabaram. Já ta pegando no ferro.
Os pneus(Mitas 09) estão se comportando super bem. Nas estradas de terra eles dizem a que vieram. São muito eficientes na terra, areia e no asfalto também. O desgaste está bom e acho que chego com eles em Porto Alegre. (aqui dormi com o computador no colo de novo)
3ª. Feira – Gurupi – Niquelândia
Acordei, tomei o café de merda que tinha nesse hotel de merda que fiquei (Hotel Terraço) e me mandei para a Yamaha. Cheguei lá já todo fardado de chuva, e pedi as pastilhas. A idéia era levá-las e eu mesmo trocar depois na Chapada. Quando o cara me veio com as originais e disse que custavam 230 reais, quase desisti, mas ele já me apresentou as paralelas e essas sim foi o olho da cara: 25 reais. Ridículo né. Eu até nem entendi o preço na hora, entendi que era cento e vinte cinco. Não me acostumei com o sotaque desses caras ainda. Ia levar então. Resolvi perguntar o preço da mão de obra para colocar. Sabendo que teria que soltar a roda para fazer a substituição, logo imaginei que vinha algo prá mais de 100 reais também. Pois é, errei de novo. Os caras cobravam míseros 10 reais para trocar. Mandei fazer na hora. 125+10 e fiquei ainda enchendo o saco do cara para parcelar em 3 x no cartão. Olha só que mala. Fui lá pra oficina e começaram a trocar, quando vi que já estava quase pronto, fui pagar e ai veio a surpresa, não era 125 e sim só 25reais . Ai fiquei feliz. Até paguei a vista. Hehehe.
Pronto o serviço peguei a estrada rumo a Goiás. Pretendia já tocar direto até São Jorge na chapada dos Veadeiros. Devido a chuva que não deu trégua um só minuto a viagem inteira, Parei em Niquelândia. Estava já meio molhado, só ando com as luvas de verão, bem leves e mesmo com os protetores nos punhos, só de ficar tirando e botando as mãos ali dentro, já estavam todas molhadas. E ai meu camarada, aconteceu algo que eu não achei que ia acontecer em pleno novembro. Passei frio. Comecei a bater queixo na moto e resolvi ficar aqui para poder me esquentar e tomar um banho quente. Não ia fazer nada em São Jorge hoje mesmo. Amanhã saio cedo e aproveito o dia na chapada. Se a chuva parar é claro. Pior é que a previsão não é das melhores.
 O Juca, meu anfitrião na pousada Irmãos Glória em Lizarda



 Entrando para trocar as pastilhas de freio trazeiras

 Ponte na entrada de Novo Acordo

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