Dias 1,2,3 e 4.




Pessoal, antes de mais nada quero informar que as fotos da viagem serão, durante a viagem, publicadas em meu perfil do facebook, (https://www.facebook.com/Chico.PortoAlegre) por uma questão prática. Quem quiser pode acessá-las pois as manterei públicas. Após a viagem, também as publicarei aqui no blog em ordem e comentadas, bem como, os vídeos que serão editados.

1° Dia – Porto Alegre, BR - Santa Fé, AR


Foram aproximadamente 1500 km. Loucura total. Fiquei demolido.
Sai de POA 7:00 da manhã, toquei direto até a fronteira só parando para abastecer. Sai por Uruguaiana/Passo de Los Libres. Tramites rapidíssimos, não demorou nem 10 minutos e já me toquei Argentina a dentro.
Neste trecho depois de Libres, tem aquele famoso postinho policial que os cara te pedem uma contribuicion para la pintura del posto. Não deu outra, cai nessa. Lá se foram 20 reais. Segui tocando e ainda me pararam mais umas 4 vezes, mas daí tudo normal, só conferiram a documentação e me desejaram mui buena viaje.
Km após o primeiro abastecimento. Esqueci de marcar na saída.

Chegando na aduana de Passo de los Libres

Retas e mais retas na Argentina


Cheguei a Paraná já a noite e me toquei para atravessar o túnel sob o rio para pernoitar em Santa Fé. Parei na entrada do bendito para ligar a câmera do capacete para a devida filmagem e me fui. Quando cheguei no hotel vi que não filmou nada pois a bateria se foi logo depois de ligar. Mas em fim, de dentro não se vê nada de mais é só mais um túnel como outro qualquer.
Em Santa fé parei no segundo hotel que vi, o primeiro estava lotado. Paguei 200 pesos (70 reais)pelo quarto com internet e cochera(garagem). Pela manha ainda me tomaram mais 20 pesos(8 reais) pelo desayuno. Uma media luna(croissant) e uma xícara de café com leite. O nome do hotel não me lembro, mas aparece nas fotos e é bem antigo mas honesto. O inconveniente é que a garagem fica em outro prédio uns 100 metros distante e também não tem elevador. Tem que carregar toda tralha para cima no braço.
Tomei meu banho e fui comer uma porcaria no fast food mais próximo pois não estava a fim de perder tempo com janta. Estava moído, quebrado, acabado, destruído, etc. Comi e fui dormir sem deixar o despertador ligado. Devido ao cansaço extremo, resolvi que dormiria até acordar naturalmente. 

Pronto, depois de 6 horas de sono já estava ligadão. Arrumei todas as tralhas e fui buscar a moto na garagem. Coloquei tudo em cima e me mandei do hotel lá pelas 10hs.
Na saída, de dia, percebi que a cidade era bem bonita e resolvi dar umas voltas para conhecer um pouco mais. Rodei mais uma hora, tirei mais fotos e sai para a estrada já eram 11h passada. Muuuuito tarde.

Santa Fé

Santa Fé

Santa Fé

Santa Fé

2° Dia – Santa Fé – Villa Mercedes, AR
A ideia inicial era chegar já hoje a Mendoza mas os cálculos foram por água abaixo devido ao caminho escolhido. A estrada atravessa dezenas de pequenas cidades e povoados o que acaba atrasando muito a viagem. Cada cidade tem vários semáforos e lombadas e filas de carros e caminhões.
Acabei o dia em Villa Mercedes, 350 km antes de Mendoza.
Fiquei no hotel Avenida, um prédio muuuito antigo e bem charmoso olhando de fora até que não era ruim.
Depois de tomar meu banho, sai para procurar o que comer. Não me entusiasmei com nada que encontrei, acabei comendo um pancho (hot dog) e voltei para o hotel. Quando ia chegando no hotel, percebi um prédio cheio de luzes piscando do outro lada da rua. Era um cassino. Claro que tive que ir lá dar uma olhada. Entrei, olhei e perguntei se podia sacar fotos. Não podia. Resolvi então arriscar minha fortuna na roleta. Tudo eletrônico diga-se de passagem. Apostei o mínimo, 2 pesos e ganhei de cara 13. Hehehehehehe. Vou ficar rico pensei. Apostei mais um pouco e logo estava, de novo, só com meus dois pesos iniciais. Peguei minha grana de volta e me mandei. Zero a zero é um resultado honroso. Lembrando que dois pesos é menos que 50 centavos de real. Baaaaaaaaaita grana.
Podre de cansado, tentei dormir, o problema é que nos quartos tem aquelas janelas de metal, de correr, e com folga. Lá no meio da madrugada começou um vendo forte e todas as janelas se debatiam e era uma barulheira dos infernos. Impossível dormir. Acho que eu fui o primeiro a resolver o problema da minha, coloquei um rolo de papel higiênico dobrado entre elas e parou.
Depois coloquei o famoso e prático tampão de ouvido e fui dormir. Com o tempo acho que os outros hospedes também foram resolvendo a batida das suas janelas e a coisa melhorou. Acho que se dormi 3 h, foi muito. Além do barulho a adrenalina ainda estava muito alta.



Hotel


Cidade pelo caminho. Dezenas delas com a estrada passando no meio.

Um cemitério de megalomaníacos(tumbas enormes e muito exageradas)

Ameaça de chuva, ficou só na ameaça.

3 ° Dia – Villa Mercedes – Mendoza, AR
Pela manhã, o tempo estava bem nublado para o lado onde eu ia, como meu pneu já estava bem gasto, resolvi colocar já o novo. Sai a cada de uma gomeria (borracharia) e achei uma que me indicaram em uma loja de motos perto do hotel. Quando colocava a moto no cavalete chegou perto um rapaz e se apresentou como brasileiro de Belo Horizonte. Logo começamos a conversar e ele me contou que era o dono do “Kiosco”ao lado da gomeria. Saiu de minas e veio morar com a mão que é Argentina e comprou esse comércio ali na cidade. Gente muito boa o mineiro. Já combinamos de nos encontrar quando ele for a Porto Alegre renovar o emplacamento do carro que comprou lá antes de vir para a Argentina.
Segue abaixo os dados dele caso alguém precise de algo em passagem por esta cidade. Lembrando que em caso de precisar de gomeria esta, ao lado da loja dele, é a melhor e única que tem máquinas pneumáticas para trocar pneu.
Pneu trocado, pé na estrada em direção a Mendoza.
Momento em que, depois de 3 dias só de retas e planos, avistei um serro


Prédio moderno a beira da estrada

e começam a aparecer alguns cerros(morros)


Entrando na província de Mendoza
Vinhedos próximos a capital de Mendoza
chegando a cidade
 Cheguei a Mendoza no fim de tarde e fiu direto para um Hostel que tinha visto na internet. Cheguei lá fácil com o GPS, mas não tinha vaga. Nesse meio tempo já chegou também o meu amigo, agora, grande amigo, Luis Laciar, que eu havia conhecido quando ele passou lá pelo Rio Grande do Sul em sua viagem de moto pelo sul e sudeste do Brasil.
No fim o pessoal do hostel me arrumou uma vaga em outro da mesma rede, mais perto do centro inclusive e lá me fui guiado pelo Luis. Fiquei lá e combinei com o Luis de nos encontrarmos mais tarde para jantar.
Lá pela 22h saímos para procurar o que comer.
Essa rua do Hostel, é justamente a rua do agito noturno na cidade. São vários bares e restaurantes, com mesas nas calçadas e tudo muito cheio de gente bonita. Fantástico o lugar. Ficamos ali nas imediações, tomamos um vinho, que o Luis levou, e comemos uns petiscos.
Uma coisa interessante em Mendoza, é que você pode levar seu próprio vinho para os bares e restaurantes. Isso é lei segundo o Luis. É uma forma de incentivar o consumo do vinho da região, que aliás, nem precisa comentar nada. É simplesmente o melhor.

Este e todos abaixo são alguns das dezenas de bares, cafés e restaurantes da rua








Meu Hostel

Hotel chique de Mendoza
Centro da cidade, ruas muito largas com passeios largos e super arborizadas.

Passeo Peatonal no centro(calçadão) muitos cafés e bares repletos de gente a noite.
Um grande cassino
 
4° Dia – Mendoza, o paraiso
10h o Luis passou para sairmos a passear de moto na região de Mendoza. Cabe aqui colocar que o Luis Laciar, é operador autônomo de turismo de aventura: Bike tur, cavalgadas, 4X4, Rafting e muito mais. O cara é fera. Já conheceu meio mundo, inclusive a África e a Amazônia de bicicleta, é isso mesmo, de bicicleta mesmo, no pedal e solo. E tem muito marmanjo que tem medo de uma viagensinha de moto por ai.
Bom, daí começa o sonho a se realizar. Fomos dar uma volta na região das montanhas, entre a pré cordilheira e a cordilheira frontal. (pausa para o fôlego)... o lugar é simplesmente deslumbrante. O clima, a natureza, o visual, tudo perfeito. É uma região muito, muito, muito abençoada. Espero poder passar pelo menos uma fração, do que vi e percebi, com as fotos e vídeos. Resumindo o lugar é ducar@L@#%! A cidade também é linda. Ruas largas e com calçadas largas, muito bem planejada. E olha que é mais velha que a maioria das cidades Brasileiras.  Os caras foram competentes mesmo.
Além de paisagens paradisíacas o passeio incluiu uma visita a duas vinícolas onde fiz minha comprinha básica de duas garrafas de Malbec e um Cabernet Sauvignon.
represa q abastece a cidade de Mendoza com água vinda da cordilheira



















Parada em local espetacular para um almoço ao ar livre.





prédio antigo abandonado

visita à uma bodega da região

máquina de engarrafar o vinho. É móvel e é alugada só na época do envase.




Outra Bodega
 A noite tivemos uma confraternização com os amigos do Luis, agora meus também. Turminha muito loka e divertida. Comemos um assado a moda argentina e tomamos vários copos de Fernet com coca cola ou sprite,  é muito parecido com nosso Underberg.
Voltei pro hostel 2h da madrugada e 8 estava de pé arrumando as malas para seguir viagem, agora sim, especificamente na Ruta Nacional 40 em direção ao norte.

La Parrilhada

Bandeja de brasas nos pés para aquecer porque a noite estava gelada. Uma boa idéia.

  5° Dia – Ruta 40 Norte – Mendoza a Villa Union
Hoje foi o dia de realmente botar o pé na Ruta 40. Sai de Mendoza 10:30 e toquei sem pressa. Este trecho que andei hoje já é todo asfaltado o que é ótimo. Mesmo para um adorador do off road, um asfalto sempre vem bem. Viajar longas distâncias no rípio, estrada de cascalho comum na Argentina e Chile, é chato, cansativo e estressante. Pequenos trechos sempre veem bem, é divertido e desafiador, mas longas distâncias enche o saco.  
Descrever o que vi é impossível, nem as fotos vão conseguir mostrar como são as coisas por aqui. Aqui, o que impressiona, não é uma coisa ou outra, é o todo, a imensidão de tudo. De um lado da estrada sempre acompanhado pelas imponentes e gigantes montanhas da cordilheira dos Andes e do outro lado, uma terra imensa sem nada e com muita aridez. Realmente é uma estrada que apesar de já estar asfaltada ainda da uma tremenda sensação de aventura a quem por lá passa, justamente devido a essa característica de ser uma área desolada e com pouca vida aparente. Além de alguns pássaros, só vi um único animal nativo, no caminho todo. Acho que era o tal de zorro. Um tipo de raposa pequena. Não tenho certeza, estava longe e sumiu rápido.  
Perto de San José de Jáchal, passei por uma região maravilhosa, sempre com a característica da aridez, mas com formações rochosas impressionantes. Não lembro o nome do lugar, mas deve aparecer alguma placa nas fotos postadas.
Cheguei em Villa Union as 18 horas, parei em uma cabana de informações turísticas e venda de artigos da região, que tem logo no trevo de entrada da cidade, para perguntar por camping e outras coisas sobre os passeios, mas o rapaz me recomendou uma pousada que é muito em conta e eu topei de cara. São 90 pesos(28reais) com café da manhã, internet e garagem, além de ser bem no centro o que facilita as coisas.
Além do mais eu estava precisando lavar as roupas. Já estava ficando sem reposição para as meias e cuecas. Em compensação, camisetas tenho o dobro do que preciso.
Bom, chega por hj. Vou dormir que amanhã o dia vai ser longo e cansativo. Por aqui, nesta região, está fazendo bastante calor, ao contrário do que vinha pegando até agora.
Amanhã o programa é cedo pela manhã, La Cuesta de Miranda, que nada mais é do que um trecho da RN40 com curvas e paisagens deslumbrantes. Seria meu caminho natural para seguir viagem mas o rapaz do turismo me disse que amanhã é o último dia para visitar o local pois esse trecho da estrada será fechado a partir de segunda feira para as obras de asfaltamento da pista. Depois vou ao Parque nacional Talampaya e ao Parque Del  Vale de La Luna. Tudo longe, por isso cansativo.






































Comentários

  1. Vai lá, Chico "Véio",
    La Cuesta de Miranda, nem preciso dizer nada. Com este baita nome heheh só pode ser um lugar pra lá de especial.
    E o Parque Nacional Talampaya, um espetáculo, hermano.
    Se fores comer lá no local, peça o "locro riojano". Prato honesto, gostoso e com preço acessível. Uma espécie de sopão, forte e próprio para o frio da região. Saludos vivente!

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