Dias 6 e 7 (Parque Nacional Talampaya e La Cuesta de Miranda



Dias 6 e 7
Domingo acordei 9h, com calma, tomei o desayuno, lavei algumas roupas e fui para o Parque Nacional Talampaya. Esse ai não tem muito o que descrever. É muito bonito mesmo, só as fotos podem dar uma pequena ideia do que é. Grande patrimônio da humanidade.
Cheguei lá, pouco antes do meio dia e dei de cara com 6 motos da Alemanha e Suíça. 4 Tènèrès iguais a minha só que logicamente muito mais bem equipadas para longas viagens, uma super Tènèrè 750 equipada para raly e uma BMW mais antiga.  Detalhe, 5 alemães e um suíço e 5 motos Tènèrè e só uma BMW. Precisa dizer mais. Os donos não achei. Estavam em uma excursão pelo parque. No estacionamento onde deixei minha moto também tinha uma Transalp da Argentina.
Fui direto à recepção e contratei o passeio pelo parque. Este é feito em um Micro ônibus com ar condicionado e guia. Tem outros passeios em um caminhão com segundo andar aberto, mas é mais caro. Falar sobre o lugar é redundância, é só ver as fotos. É uma área triássica com vários tippos de erosão muito legais e impressionantes e algumas inscrições rupestres . Só vendo.
Essa foi a única atividade do dia. Pretendia ir também ao outo parque, onde tem o vale de La luna, mas me disseram que o Talampaya é muito mais legal então desisti pois isso me tomaria mais um dia e ainda tinha o agravante que para segur viagem teria que passar pela localidade conhecida como Cuesta de Miranda e este trecho da estrada seria fechado na segunda 7 da manhã para os trabalhos de explosão das encostas para o alargamento e asfaltamento da estrada.





























































Segunda
Coloquei o despertador para 5h, acordei, tomei meu banho, coloquei tudo na moto e sai 6h e 30min. Haviam me informado que levaria 15min até a Cuesta de Miranda. Tudo errado, levei mais de meia hora e ainda fiz a burrice de parar várias vezes para tirar fotos e quase que me ferro. Cheguei na barreira 7h10min e já estava fechado. Fiquei meia hora conversando o fiscal até que ele me deu o nome do administrador da obra e fui até o escritório, 2km antes para pedir autorização ao mesmo. De pronto ele foi atencioso e passou um rádio ao outro responsável que estava no local e avisou que ia me liberar. Ainda me acompanhou até a barreira para me dar passagem, pois já haviam outros carros atrazados e estes: sifú. Coitados, a volta era só de 350 km. Só passei eu mesmo.
Pior é que lá no meio do caminho, já não tinha mais uma viva alma no trecho e cheio de tonéis barrando a pista. Não tive dúvidas, empurrei os tonéis com a roda da moto e me toquei em frente. Só ficou aquele friozinho na barriga eperando uma explosão a qualquer hora. Hehehe.
E as fotos é lógico, tinham que ser feitas e eu parei em todos os locais que achei que mereciam se clicados e não dava para clicar andando. Afinal ser soterrado por uma avalanche de pedras não é nada em comparação com uma boa recordacion del momento.




































Lá em baixo da montanha, já no asfalto, passo por um senhor, em uma motinho, com a jaqueta laranja dos funcionários da obra e logo adiante paro para sacar outra foto. Ele passou e eu logo toquei atrás. Quando ia ultrapassá-lo novamente me fez sinal para parar. Perguntou de onde vinha e se queria ver um cacto que só tinha ali e era “el único en el mundo”. Claro que aceitei a oferta e ele disse: siega-me. Lá me fui. Andou uns 200m e saiu da estrada por um caminho no meio do matinho. Fui. Mais 100m e a coisa virou um monte de pedregulhos soltos, tipo aqueles cascalhos redondos da fundo de rio, mais uns 50m e lá se foi o tiosinho con su motinha. Me fui na cola dele, não ia pagar mico de ficar pra traz com aquele motão. Realmente passou que foi uma moleza.  Daí chegamos. Putz, bem que podia ter parado lá em cima na estrada e vindo a pé. Tirei umas fotos do tal cacto, que não achei nada de mais. O que tem de diferente nele á que se abre para os lados. Sei lá...
Daí tem a saída da estradinha, passamos as pedras sem dificuldade e mais um pouco tem uma curvinha em cotovelo num areião fino e fofo. Sem problemas, é só acelerar e virar. Daí, no meio da curva, o tiosinho me deixa a moto morrer e eu que vinha atraz pronto para dar o gás, tive que travar para não atropelar ele com tudo e adivinha só quem já comprou um terreninho no matinho de cactus? Pois é, meeeee fui. O tiosinho ligou a motinho e se mandou. Nem viu que fiquei ali amontoado. @#$#@$%@#^#$&^&*^*(
Bom, levantei a moto, o que foi um lucro pois achei que não conseguiria com toda a bagagem em cima, e me mandei também. Logo adiante passo de novo pelo tiosinho e ai fui ver porque ele não me viu cair. A moto dele, uma biz, não tinha espelhos. Dei uma buzinadinha, uma abanadinha e sumi.
Daí pra frente foi só alegria, essa tal de Ruta Nacional 40 tem montanha pra todo lado, tem planícies áridas entre montanhas deslumbrantes, é só show da natureza. Hoje, em certos momentos, me senti, hora viajando nas paisagens de Marte, hora nas paisagens do filme Mad Max. É surreal.
Estou particularmente aliviadíssimo com uma coisa que não está acontecendo como o esperado, estou encontrando bem menos trechos de rípio(cascalho) do que esperava. Tá certo que dar umas bandinhas numa estradinha de chão é tudo de bom, mas viajar por dias e horas durante os dias no rípio é pra encher o saco mesmo. O problema é o peso da moto. Se fosse só um passeio com a moto leve, livre e solta, ai sim.
Cheguei as 17h30min em Santa Maria de Catamarca. Estou em uma pousada muuuuito charmosa e simpática de um casal que também produz cerveja artesanal. Posada Cerros de Colores e Cerveza Ruta 40.
Ele, o Bernar, é alemão radicado já a 28 anos aqui e a esposa é Argentina, natural da região.
Quando cheguei eles estavam na porta, saindo para um compromisso e sem cerimonia me deu a chave e disse. Toma que a casa é sua e se foi. Quando ele voltou, conversamos um pouco, tomamos um Malbec, ele me deu umas dicas da região por onde vou passar e já se mandou porque tinha uma viagem marcada para agora a noite. Gente muito boa mesmo. Gracias por tudo Bernar.

Buenas, vou dormir que amanhã acaba a moleza. Começa a parte de rípio e a altitude vai pegar. Devo passar por uma região que vai a 5.800 metros sobre o nível do mar. Hoje aqui estamos a 2000m.s.n.m.











Comentários

  1. Então, o tiozinho da biz te passou um "cactus" ??? kkkkkkkkk
    Estes tombos bobos acontecem mesmo. Fazem parte da história, xirú.
    O importante é seguir sempre em frente. E te prepara, tem rípio pela frente.
    Mas nada que vá fazer um quera se encolher.
    Saludos.

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