Dia 14 – Topiza – Uyuni



Dia 14 – Topiza – Uyuni
Hoje acordei cedo pois queria atualizar meus mapas da Bolívia no GPS. Tinha perdido tudo pois o chip detonou. Acho que não aguentou a tremedeira das estradas.
Depois de duas horas, devido a lentidão absurda da internet, resolvi o problema e me mandei.
Tirei a fotinho básica com o Adolfo Pedradas, português, dono do hostel onde fiquei em Tupiza. Pena que a passagem por lá foi rápida. O Hostel é muito bom e o melhor da cidade, sem contar que tem um português para nos entender. Conversando com o Adolfo, ele comentou que além dos passeios tradicionais que fazem pela região, Uyuni e Parque nacional, ele pode organizar saídas para motociclistas que queiram ir aos locais de turismo, mas sem as bagagens, ou seja, você para Tupiza com a moto carregada normal e nos passeios que são todos em terreno off Road, ele coloca um ou mais carros de apoio, com toda a infra estrutura e o motociclista faz o passeio de moto sem o estress da bagagem. O que posso dizer com certeza que muda muuuuuuito a diversão. 
E ai chegamos a minha viagem de hoje, de Tupiza para Uyuni, passando por Atocha. Foi realmente um estress. A estrada é horrível, nem tanto pela tal areia que haviam falado, essa tem e muito, mas em trechos bem curtos, sem problemas maiores. O grande problema são as costeletas, que são verdadeiros quebra molas enfileirados por centenas de kms.
Imaginem-se ficar 6horas de pé, agarrando uma britadeira ligada no máximo e ainda tendo que se equilibrar em duas rodas. Foi fóda.
Na estrada teve de tudo, pedra, costeletas, sempre, areia fofa, atoleiros, barro e vento na parte do altiplano.
As paisagens são maravilhosas, mas já tinha visto bastante daquilo e com a trepidação constante e a inconstância do piso, fiz 99% da viagem pilotando de pé e com os olhos pregados na estrada à frente ou seja, não deu para curtir muito. Qualquer vacilo podia significar um tombo. Acho que em raríssimos momentos, cheguei a usar a quinta marcha. Era sempre em pé, com uma marcha levemente reduzida para ter torque nas partes instáveis da estrada.
Na passagem por Atocha resolvi completar o tanque para garantir caso não houvesse gasolina em Uyuni. Achar o posto é que foi, no mínimo, muito estranho.  A cidade fica a margem do leito do rio que, essa época, é seco. Para chegar ao posto, tem-se que entrar no leito do rio e andar uns 2 ou 3 km rio acima até chegar no posto, no meio do nada. Muito louco isto. Sai de Atocha e me mandei para Uyuni, onde cheguei as 17h30m(sei horas para andar 230 km. O grande consolo de tudo isto é saber que justamente este trecho de estrada será uma das etapas do Rally Dakar do ano que vem. 
Cheguei em Uyuni e já abasteci de cara. Tanque cheio. Achei o hotel que me foi indicado descarreguei a moto, entrei com ela para dentro do pátio interno do hotel e lá, já estava bem acomodada uma Super Tènèrè azul, com placa de Daquota do sul, EUA. Tomei meu banho e fui dar uma volta no quarteirão, comprei algumas porcarias no super mercado e depois fui jantar uma bela d’uma pizza, por míseros 50 bolivianos, ou seja, mais ou menos, 15 reais.
 Agora é cama.

















Gasolina no meio do nada




Uyuni

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