Dia 10 – Cafayate – Cachi
Finalmente o dia de enfrentar o rípio que para os que não conhecem, é a forma como chamam as estradas de terra e cascalho na argentina.
Sai pelas 10h, e rodei perto de 20 kms de asfalto até San Carlos e daí pra frente foram 140 km de rípio até Cachi. Tenho por habito sempre que inicio a viagem pela manhã, nos primeiros kms andar bem devagar. Isso é importante para nos ligarmos aos poucos e  ir pegando ritmo. Com o rípio, esse cuidado deve ser redobrado. Para quem não tem muita prática, como eu, é fundamental começar bem devagar para ir pegando a “mão da moto” e se acostumando com o piso. Não tem muito mistério, mas exige uma certa técnica e conhecimento do comportamento de uma moto em pisos de pouca aderência e traiçoeiros.
Na minha tocada bem conservadora, cheguei em Cachi lá pelas 15h. Como, ainda era cedo, fui dar uma explorada nas redondezas e resolvi entrar em uma localidade que se chama Cachi a Dentro. É um vale com plantações e paisagens bem pitorescas. Bom né, foi só relaxar e lá fui eu ao chão de novo. Vinha pilotando com a câmera em uma das mão e resolvi parar, em uma descida, com areia fofa, pedras soltas e só com uma mão no volante. Não deu outra, parei e cai. Putz, essa foi um sufoco. Não consegui levantar a moto sem antes tirar toda carga e ainda por cima estava um calor dos infernos e tinha acabado minha água. Depois que levantei a moto, passou um senhor com um trator puchando um tanque te água e me deu um pouco. Bendita água. Enchi minha garrafa e tomei toda ali mesmo enquanto recolocava as bagagens na moto.
De volta à cidade, muito simpática, com muitos prédios coloniais bem conservados. Muitos restaurantes, bares e pousadas.  Dei uma voltinha e parei numa pousada onde tinha visto a plaquinha de WiFi. Bati na porta, perguntei o preço (50 pesos com desayuno). Isso da em torno de 18 reais pelo cambio oficial. Bom demais. Quarto com banheiro privativo e tudo. Depois que estava ali, foi que percebi que o WiFi na realidade era do restaurante ao lado e quando fui perguntar, nem funcionava. Então fiquei sem internet. Tentei uma lan house, mas era muito lenta e para baixar muitas fotos nem pensar.
Depois, sai para jantar e entrei em um restaurante na praça principal e logo já me amarrei pois tocava um bom e gostoso blues. Peguei o cardápio e fui para o mezanino e fiz meu pedido. Enquanto aguardava o pedido, comecei a olhar em volta e de cara, vejo na parede, vários quadros referentes a motociclismo de viagem e descobri que o proprietário, Martin Oliver, é  um grande Motoviajero, que para completar também é apaixonado pelo mesmo tipo de moto que eu, a Yamaha 660.  Depois que jantei, desci ao bar e nos conhecemos. Gente muito boa o Martin. Conversamos um pouco, trocamos email e telefones e eu fui embora. Quando voltei para a pousada, copiei minhas fotos num pendrive e fui tentar descarregá-las como comentei. Nesse meio tempo, me dei conta que no entusiasmo da conversa com o Martin, havia me esquecido de pagar a conta da janta. Há males que vem para bem, voltei lá para pagar a conta e acabei ficando e tomando mais uma bebidinha e conversamos mais um pouco. Bela noite, belo lugar e mais uma bela amizade conquistada.
Nas fotos tem as coordenads do “Oliver Resto Bar” que também pode ser encontrado por este nome no facebook.

Só para completar quero deixar um parecer sobre a pousada que fiquei. O nome é: Hostal Del INKAÑA. É uma pousadinha bem simples, mas o atual proprietário, Alfredo, me disse que assumiu o lugar a só dois meses e o está arrumando, o que realmente deu para perceber. É uma pessoa da mais alta simpatia e educação, super atencioso e gente muito boa. Não é um luxo, mas também não é um lixo e o preço, já comentado é muito mais do que bom. Vale a pena conferir. Vou postar a foto com os dados de localização. O telefone do Alfredo é: 0387.155343104. 





















































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