Dia 11 – Cachi – San Antonio de los Cobres
Chegou a hora de enfrentar as montanhas. Sai de Cachi no meu horário habitual, 10h. Com medo do frio na altitude, resolvi sair prevenido. Como não é fácil ficar tirando e botando as calças no meio da estrada, já fui com uma segunda pele fina e o forro térmico da calça. Com o casaco já é mais fácil, então, só coloquei a segunda pele e deixei o forro para colocar com o aumento do frio mais adiante.
Só para variar, as paisagens continuam deslumbrantes, agora tudo mais verde um pouco e com vales com rios correntes e não a secura que vi até então. A estrada segue sempre por entre vales e vai se afunilando conforme se aproxima mais das motanhas, daí começa a subida em zigue-zague, como é tradicional das montanhas. Em sua quase que totalidade a estrada é muito boa e bem conservada, apesar de muito estreita em vários pontos onde com certeza só passa um veículo por vez. É uma estrada bem tranquila se tratada com o devido respeito. Há com certeza precipícios assustadores e perigosos mas se andar devagar e com cuidado, passa-se com tranquilidade. Minha velocidade média na parte sinuosa da estrada foi sempre entre 20 e 30km/h. Mais que isso é aventura e muito risco, muito mesmo. Uma sobrada na curva errada é precipício na certa. Com algum treino e técnica de domínio da moto em off Road, e a moto adequada é claro, qualquer um passa por aqui.  Mas reafirmo, venha com a segurança do equipamento certo(moto adequada) e um treinamento adequado também.  Sabe aquele piloto inseguro no off Road que as vezes se perde numa curva besta e acaba fazendo a curva pela valeta da estrada de chão? Pois é, aqui não tem valeta para sobrar, se sobrar, em certas curvas, é precipício direto ou, na melhor das hipóteses um baita barranco abaixo.
Venha, vale a pena e é simplesmente deslumbrante, mas venha preparado.
Um dos meus maiores medos nessa viagem, em função de estas solo, era a reação que teria o meu organismo à altitude. Bom, acabou o medo, hoje passei dos 4.700 m.s.n.m. e não senti absolutamente nada de anormal, a não ser é óbvio a falta de fôlego em função do ar rarefeito.
Dor de cabeça, náuseas e sei lá o que mais poderia acontecer, não deu nada, pelo menos até agora. Hehehe. No momento estou a 3.700m e só sinto a respiração pesada e nada mais.
Cheguei por volta de 15h30m em S.A de Los Cobres. É uma cidadesinha bem sem graça, no meio do nada, um legitimo povoado de região mineira. Tem uma base do exercito argentino e nada mais. Vim direto ao hotel e daqui não sai mais. Sem internet que preste hoje também não teremos fotos. Consegui usar o computador da recepção só para avisar onde estava e levou uma hora só para abrir o facebook. Imagina se teria como descarregar fotos assim.
Amanhã vou para Susques. Não sei se vou conseguir ir mais adiante ou se fico por lá mesmo. Vai depender do caminho. Se for com muita montanha como foi hoje, não vai dar para ir muito mais do que isso. Na melhor da hipóteses consigo ir até Abra Pampa, isso seria ótimo.
Há aqui, uma certa confusão sobre o real traçado da ruta 40, a partir de Susques. Andou havendo uma mudança e tem um traçado antigo e um novo. Não sei qual é um e qual é outro, mas de Susques resolvo para onde vou.









































Passo de Abra del Acay, 4895 m.s.n.m.








































Lhama ao molho de vinho

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