Dia 9 – Cafayate – Rio Colorado e Quebrada
de las Conchas
Hoje acordei cedo pois queria resolver a
liberação do meu dinheiro no banco mas não consegui fazer meu computador
funcionar direito. Levei uma hora para reconfigurá-lo, resolver tudo e ir ao
banco para sacar alguns pesos.
Com essa perda de tempo, meu passeio da
manhã ficou prejudicado. Fui fazer um treking no rio Colorado, que é um rio que
nasce a mais de 6000 msnm, ns montanhas e chega até o vale de Cafayate através
de uma garganta entre as montanhas. Essa caminhada pela garganta para chegar
até as cachoeiras, leva em torno de 2h até chegar lá nas cachoeiras e eu não ia
ter esse tempo todo, então resolvi subir o rio por uma hora, que era o que
daria para ver alguma coisa e voltar a tempo de pegar a excursão da tarde. Essa
uma horinha de caminhada quase me matou. É uma trilha bem pesada, num sobe e
desce entre as rochas ao longo do leito do rio e sempre em subida, com alguma
escalada leve a mediana. Tem alguns pontos bem difíceis e que exigem alguma
destreza física. Não é para qualquer um. Felizmente o véinho aqui ainda tá se
virando bem nessas indiadas. Havia vários grupos por lá, muitas meninas de toda
parte do mundo. Encontrei: Francesas, Suíças, Alemãs, Espanholas, Argentinas,
Bolivianas, um casal Holandês e um casal Britânico. Fora outros que andavam por
lá e eu não falei. Para quem tem disposição e gosta de trilhas, vale a pena,
até porque é de graça.
A tarde eu tinha contratado um passeio em
excursão à Quebrada de Las Conchas. Na hora marcada lá estava o Javier para
pegar eu e mais duas espanholas que estavam no mesmo Hostel. Foi um passeio bem
bacana, vistas maravilhosas, mas eu poderia tê-lo feito de moto. A estrada por
onde andamos e de onde se vê a maioria das paisagens é um tapete. Toda
asfaltada e as paradas são todas em pontos bem perto da estrada e abertos ao
público. Tudo muito lindo, fantástico. A única coisa que não saberia fazer
solo, é um pequeno treking, que entra em um desses vales da quebrada. Mas isso
foi depois de três horas de paisagens e milhões de fotos. Já nem fez tanta
diferença assim.
A noite fui jantar em um restaurante
simples da cidade, meio fora do centro turístico. Mais barato e bem servido.
Chama-se El Fornijo (ou fornilho). Traduzindo: O Forninho.
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