Dia 12 – San Antonio de los Cobres – Purmamarca – Abra Pampa
Dia 12 –
San Antonio de los Cobres – Purmamarca – Abra Pampa
Diasinho com altos e baixos hoje. De baixo foi o caminho que
peguei para vir em direção ao norte. Acabei vindo pela rota traçada em meu mapa
como sendo a Ruta 40, mas não era por aqui que queria vir. Existem duas versões
de Ruta 40, não me perguntem por que. Acabei vindo na do mapa até sem querer
por ser mal informado na saída da cidade. Eu queria ir na direção de Susques e
acabei vindo pelo caminho que passa pelo salar Salinas Grandes e chega em Tres
Morros, onde cruza a ruta 52 e segue para Abra Pampa. Como esse caminho até a
ruta 52 foi um saco, tudo igual ao que já tinha visto, muita costeleta no
rípio, e muitas retas chatas, Resolvi tocar pela 52 até Purmamarca e de lá pela
9 para o norte.
Esse trecho de rípio saindo de San Antonio de lós Cobres é
de muitas retas e sem quase movimento, muito tranquilo de pilotar. Tem muito
rípio solto, areia fofa em alguns trechos e é bem largo e está bem conservado.
Fiz todos os 130 km de pé na moto, concentrado nas técnicas de pilotagem off Road
e em um rítimo de 70/80 km/h. Sem compra de terrenos desta vez, cheguei a
visitar um terreninho numa curva meio errada, mas não precisei comprá-lo. kkkk.
Quando cheguei na R 52, as opções eram, voltar mais de 110km para retomar o
caminho por Susques ou seguir reto com aquelas costeletas e retas chatas também
o que também não estava a fim, então resolvi mudar tudo e vir, pelo asfalto, por
Purmamarca. Quase 150km mais longo, mas no asfalto tirei a diferença.
O caminho por Purmamarca é muito parecido com a subida da
montanha para chegar ao passo Abra Del Acay, que passei na ida para San Ant. de
Los Cobres, que com seus 4.895m.s.n.m. é o mais alto da Argentina. A diferença
é que aqui, hoje, a altitude, apesar de passar dos 4mil msnm, foi um pouco
menos e a estrada é toda asfaltada, um tapete. Depois que desce da montanha,
chega-se à quebrada de Purmamarca que é muito espetacular. As fotos mostrarão.
Definitivamente preciso deixar de ser impulsivo nas escolhas
de hotéis e pousadas. Em sua maioria tenho tido sorte, mas hoje, por exemplo,
parei no primeiro que vi e fiquei. E que porcaria de lugar e caríssimo para o
padrão que oferece. São 100 pesos sem desayuno, internet carroça, aqui não se
mede velocidade em bites por segundo e sim em anos. Vários minutos para abrir
uma página e fotos então, nem abrem todas. Peguei um quarto coletivo, com 4
camas e sem banheiro privativo. Tudo bem até ai, sou só eu aqui mesmo. Quando
fui tomar banho, tinha um negócio de aço inox na parede com um chuveiro
acoplado, e ao abrir a torneira começou a encher a geringonça com um fiosinho
de água que demorou meia hora. Vi que tinha um chave de luz com uns fios
ligados ao aparelho e liguei, pois achei que deveria ser uma resistência que
aqueceria a água ali dentro. Quando abri a torneirinha do aparelho para sair água,
era gelada.
Fui na dona e disse que iria embora e daí ela me deixou
tomar banho no quarto privativo com ducha quente a gás. Outro detalhe por aqui,
é que os construtores nunca ouviram falar em lei da gravidade. A água dos
chuveiros corre para tudo quanto é lado, menos para o ralo. Sempre tem um rodo
para secar o banheiro depois do banho, pois fica uma piscina. Claro que tiveram
exceções.
Bom gente, o dia foi isso ai, sem muitos acontecimentos
relevantes e a internet para descarregar as fotos ainda é lenda.
Amanhã ainda não sei se vou visitar a laguna de Los Pozuelos, que
aliás é o nome desta porcaria de hostal onde estou, gravem o nome para nunca
parar aqui, ou tenho a opção de tocar direto para Uyuni. Vou resolver depois.
Ainda vou precisar amanhã, lá em La Quiaca, resolver como vou aumentar minha
capacidade de armazenamento de imagens. Já estou com os 80 gigas disponíveis
estourando. Fiz muitos filmes e isso ocupa uma barbaridade de espaço em HD.
Abraço a todos e obrigado pelos comentários e incentivos.
P.S. : A moto está ótima, é um tratorzão mesmo e os pneus
escolhidos não poderiam ser melhores. Hoje comprovaram isto.
Martha e eu pegamos um por de sol na Laguna de los Pozuelos, num mes de setembro, com vicuñas na pastagem de capim dourado refletindo o sol, e bandos de parimas (flamingos) voando de um lado para outro. Foi mágico! Depois foi dura a viagem dalí até La Quiaca por um caminho terrível (Provincial 69), mas valeu a pena! Talvez melhor teria sido voltar para a Ruta 9.
ResponderExcluirGrande Jordan, abortei a Laguna. Fui informado que seria viagem perdida pois está seca e sem flamingos e vicunhas.
ExcluirMas ainda ha chance, vide última postagem.
Abraços.
Tamu acompanhando, inclusive pelo Face !
ResponderExcluirValeu Padinho Ciçu. abração
ExcluirComo diz um missioneiro aí....tu é pangó mesmo....para que tomar banho neste clima seco kkkkkkkkk??????????????
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